O lugar já estava desenhado antes mesmo do Jardim existir, a encosta que desliza suavemente e deixa-se descobrir pelos trilhos que a percorrem. O Jardim António Borges, ou Jardim da Lombinha, em Ponta Delgada, São Miguel, reinventa o lugar, moldando a paisagem com detalhe.

O Jardim constrói uma orografia minuciosa, secreta e singular e desenha percursos de sombra e luz. O lugar impõe-se escondendo o esforço da sua invenção em cada acidente do terreno.

O Jardim é vestígio de uma memória, em simultâneo evocada e oculta no desenho do jardim, e na irregularidade do seu traçado que se separou da sua Casa de Quinta. Repor esse nexo, essa ligação perdida, ajustá-la a uma nova vivência, é o propósito do nosso projecto. Recuperar o elo perdido, a partir da leitura de vestígio, entre a Casa e o Jardim.