O projecto trata de dividir uma casa. Voltar a casa para uns, construir a casa para outros.

São duas casas diferentes, com diferentes atmosferas: uma em torno de um jardim, protegida do exterior, filtrando a luz, outra em altura, desenhada a partir da luz que a atravessa. Os espaços sucedem-se e contam histórias diferentes.

A casa térrea vive do seu interior. Escolhemos caracterizar cada espaço autonomamente: uma entrada em abóboda, um espaço longo para trabalhar, uma escada estreita e alta, um quarto com uma árvore na janela, um outro quarto como pequenas casas.

Da casa alta realinhámos os vãos para a luz atravessar a casa entrando pelo tecto, pela rua e pelo jardim. O sótão mantém a sua morfologia, os planos cruzados de formas impossíveis e arruma-se de três formas para deixar viver lá dentro: alargando a circulação, ligando-se ao núcleo de escadas ou optimizando o programa.

The project it’s about to divide a house. Back home to ones and to build a house for others.

There are two different places, with different atmospheres: one around a garden, protected from the outside, filtering the light, and another drawn with the crossing light. Spaces succeed and tell different stories.

The ground house lives within. We chose to characterize each space independently: an entry in vault, a long room to work, a narrow staircase and tall, a room with a tree in the window, another room with small “houses” inside.

The high house realigned the windows so the light can cross through the space, coming through the roof, the street and the garden. The attic maintains its morphology, crossed plans of impossible shapes so there are three ways to let live there: extending the circulation, binding to the core of stairs or optimizing the program.